terça-feira, 25 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

nostalgia(s)

Deprime-me.

Detesto pensar que o comércio tradicional se vá perder por causa de gerações que não
 a sabem aproveitar (ou não foram habituadas a isso).
Preferem os centros comerciais, as lojas caras e de marca, restaurantes de luxo e hipermercados.
Não digo que não façam falta, mas não é a mesma coisa.

Falta-me tudo.

O cheiro de uma ervanária (que outrora servia de farmácia, com remédios para todos os males),
a confusão de uma praça a um sábado de manhã, a amabilidade de uma mercearia,
a conversa alegre que trocamos com o sapateiro enquanto esperamos os arranjos..
Sinto uma mágoa enorme em saber que nada disto vai sobreviver, porque é uma realidade..
Tudo bem que não conseguiram campanhar o andamento, a evolução. Mas não será o nosso dever
certificarmo-nos de que continuam na linha?
Onde ficaram as tradições, a cultura única? Onde está o fado?

Onde está a minha grande "menina e moça" Lisboa?
Onde está Portugal? ...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

is it really worth?

Será que vale mesmo a pena estar rodeado de milhões de pessoas? Ter imensos "amigos" no Facebook, com quem nem falamos diariamente, não nos damos e até muitos nem conehcemos? Afinal de contas, o que faz realmente diferença é a quantidade de pessoas que temos e com quem podemos contar nos momentos mais críticos da nossa vida. Com essas sim, vale a pena partilhar todos os momentos felizes e mais alguns.
Essas pessoas que não têm pena de nós, que não nos puxam para cima, mas que nos ajudam a escolher a escada mais adequada para chegar ao patamar a seguir, sem sofrermos uma valente queda.
São estes, os que não nos põem rótulos, que gostam de nós imperfeitos e não nos criticam por sermos menos ricos.
"Os amigos são a família que podemos escolher" e eu concordo.
Em todas as famílias há o trombudo, o que esta sempre feliz, o mal-disposto, o que nos compreende melhor (entre outros) e não é pelas imensas qualidades ou defeitos que deixam de ser familia.
Podemos pensar que qualquer uma destas nossas famlias é horrivel, que não nos compreendem, que nem se importam. Podemos até detestar não ter nascido ricos e bem posicionados mas, por norma, quem nasce em berço de ouro nunca saberá o gozo, o esforço e satisfação que há em lutar por isso, e triunfar.
Porque triste não é nascer numa familia pobre de dinheiro, mas sim numa pobre de espírito.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

(reflexão)

Não consigo dividir-me e estar em todo o lado ao mesmo tempo, nem fazer 1500 coisas ao mesmo tempo, esticar a asa a quem mais precisa de mim, muito menos exigir isso de tantas e diversas pessoas.
Tenho tempo. Assim como todo e qualquer ser tenho de o gerir. Esse tempo que dizem ser (não infinito) mas imenso parece que se eclipsa bem pelo meio dos dedos. Dizem que o tempo tudo cura, e que com o tempo se esquece. Mas a cura que eu preciso não é o tempo que a detém, e também não quero esquecer!
Quero ter tempo, ainda mais tempo para conseguir esticar-me ao ponto de estender a não a cada ponta do mundo que precisa de mim, assim como eu do mundo. O meu mundo.
Mas no meio de tanta agitação, problemas e pouco tempo será que tenho tempo para ter pena? Não de mim, não de terceiros, mas de não ter o dito "tanto tempo" para todos.

Tenho, real e sinceramente, pena.