segunda-feira, 17 de outubro de 2011

(reflexão)

Não consigo dividir-me e estar em todo o lado ao mesmo tempo, nem fazer 1500 coisas ao mesmo tempo, esticar a asa a quem mais precisa de mim, muito menos exigir isso de tantas e diversas pessoas.
Tenho tempo. Assim como todo e qualquer ser tenho de o gerir. Esse tempo que dizem ser (não infinito) mas imenso parece que se eclipsa bem pelo meio dos dedos. Dizem que o tempo tudo cura, e que com o tempo se esquece. Mas a cura que eu preciso não é o tempo que a detém, e também não quero esquecer!
Quero ter tempo, ainda mais tempo para conseguir esticar-me ao ponto de estender a não a cada ponta do mundo que precisa de mim, assim como eu do mundo. O meu mundo.
Mas no meio de tanta agitação, problemas e pouco tempo será que tenho tempo para ter pena? Não de mim, não de terceiros, mas de não ter o dito "tanto tempo" para todos.

Tenho, real e sinceramente, pena.

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