quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

just sayin'

Tinha descido tão fundo, que achou impossivel cair ainda mais. Sentia-se estranha, vivendo apenas de memórias. Tudo parecia bem naquela pequena cidade fantasma, onde os sorrisos e alegrias não eram nada mais do que tudo aquilo que já passou. Com seu ar dócil e inocente, cantarolava para adormecer nas noites frias e dificéis, como se, quando acordasse, deixasse de sentir aquela dor.



Dias, noites, anos se passaram.
A menina dócil e inocente, era agora uma moça agressiva e insegura, cabiz baixo, e sempre que dirigia um olhar, todo o ar a sua volta parecia gelar. 
As cantigas já não a confortavam, os dias eram breves e as noites pareciam eternas, e juntamente com aquela dor, sentia uma revolta ainda mais intensa. Cresceu e apercebeu-se de todo o circo que a rodeava: As pessoas não são como ela pensa, que o mundo nunca foi cor de rosa, o pai Natal não existia realmente...
Estava entregue ao seu próprio destino, com a ajuda de dois verdadeiros amigos, um namorado e um pai  que nunca deixou de lutar pelo melhor, dos dois.



Mesmo sendo bem casada e mulher de sucesso, pouco tinha mudado.
Ao deitar, culpava-se por tudo, rodeada de lágrimas que limpava para que não fossem vistas nem pelas paredes do seu quarto, muito menos pelo Homem da sua vida.
Ao aconchegá-la e apercebendo-se de tudo apesar do esforço dela, dizia:

-"Na cidade fasntasma, o fantasma não és tu. E sempre que fizeres o melhor que consegues, irá tudo ficar bem. Eu sei que sim e acredito que consegues. Só falta seres tu a acreditar em ti."


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